Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Ex-agente da CIA relata momentos finais de Che



Félix Rodríguez entrou para a história como o agente da CIA (a agência de inteligência americana) que ajudou a capturar Che Guevara na Bolívia.

Anticomunista, de origem cubana, Rodríguez também participou da invasão da Baía de Cochinos.

Nesta entrevista, concedida ao repórter da BBC José Baig, Rodríguez fala sobre as últimas horas do líder revolucionário.

BBC - Como foi o seu primeiro encontro com Che, após a sua captura?

Félix Rodríguez - O primeiro encontro foi quando eu acompanhei o coronel boliviano Joaquín Centeno, como assessor, até o local onde Che estava. Ele viu Che, que estava deitado, com as mãos e os pés amarrados, ficou olhando para ele e disse: “Che Guevara, venho falar com você”.

Ele (Che) então olhou para mim do chão e me disse, de forma arrogante: “A mim não se interroga”.

Eu, em seguida, lhe disse: “Comandante, eu não vim interrogá-lo. Nossas idéias são diferentes, mas eu o admiro. O senhor está aqui porque crê em seus ideais, ainda que para mim eles estejam equivocados. Eu vim conversar com o senhor”.

Che ficou me olhando por um tempo, para ver se eu estava rindo. Quando viu que eu estava sério, me disse: “Pode soltar as amarras? Posso me sentar?”.

Chamei um soldado que estava fora e disse: “Por favor, tire as amarras do comandante Guevara”.

Então começamos a conversar sobre diferentes assuntos. É claro que, quando eu tocava em assuntos de interesse tático para nós, ele sorria para mim e dizia: “O senhor sabe que não posso responder isso”.

BBC - Por que esse respeito que o senhor demonstra pelo inimigo?

Rodríguez - Olha, quando cheguei, meus sentimentos eram mistos. Primeiro, sabia que ele havia sido uma pessoa extremamente cruel.

Há histórias de que, quando estava na Sierra Maestra, fuzilou um menino de 15 anos porque ele havia roubado uma lata de leite condensado.

Por outro lado, quando olhava para aquele homem, que eu recordava ter visto quando visitava Moscou ou quando visitava Mao Zedong na China comunista, aquele homem arrogante e alto, eu o via na forma em que estava: um homem destruído, parecia um mendigo, quase não tinha uniforme. Não tinha botas, tinha uns pedaços de couro amarrados aos pés. Realmente senti pena.

E há de se respeitar um soldado que se comportou com decência antes de morrer.

BBC - O que aconteceu entre o momento em que o senhor terminou a sua conversa com Che Guevara e o momento em que ele foi fuzilado?

Rodríguez - Eu entrei e saí várias vezes para conversar com ele. Houve um momento em que me chamaram e disseram: “Querem falar por telefone com o militar de mais alto escalão. Ordens superiores: 500-600″.

Nós havíamos estabelecido um código muito simples: 500 era Che Guevara, 600 morto, 700 vivo. Pedi que repetissem outra vez, e me confirmaram: “500-600″.

Logo depois, voltou o coronel Centeno, que estava à frente das operações. Chamei-o em separado e lhe disse: “Coronel, há ordens do seu governo de eliminar o prisioneiro. Agora, a ordem do meu governo é tentar mantê-lo vivo a todo custo. Nós temos aviões, helicópteros disponíveis para levá-lo ao Panamá para interrogatório”.

BBC - Ou seja, não iam matá-lo?

Rodríguez - Creio que o interesse do nosso governo era porque eles sabiam das divergências entre Che Guevara e Fidel Castro, pelo seu alinhamento com a China comunista, e pensavam que, eventualmente, ele ia cooperar.

Mas o coronel me disse: “Sabemos que temos trabalhado com você, agradecemos muito a sua ajuda (…), mas são ordens do senhor presidente, o senhor comandante das forças armadas. Se eu não cumprir, sou posto para fora”.

O coronel olhou para seu relógio e me disse: “Você tem até as 14h para interrogá-lo. Quero a sua palavra de cavalheiro de que, às 14h, você me trará o cadáver de Che Guevara. E pode executá-lo da maneira que quiser, porque sabemos dos danos que ele causou a sua pátria”.

Então eu disse: “Coronel, tente fazê-los mudar de idéia, porque é importante. Mas, caso não haja uma contra-ordem, eu lhe dou a minha palavra que trarei o cadáver de Che”.

BBC - O que aconteceu depois?

Rodríguez - Comecei a esperar para ver o que acontecia. Por volta das 12h30, chegou uma pessoa, uma mulher com um rádio portátil nas mãos, e me perguntou: “Capitão, capitão! Quando vão matá-lo?”. Eu respondi: “Senhora, por que diz isso?”. E ela me mostrou o rádio e disse: “No rádio estão dizendo que ele já morreu dos ferimentos em combate”.

Quando ela me disse isso, eu já sabia que não havia uma contra-ordem, sabia que a decisão final já havia sido tomada pelo governo boliviano. Entrei na peça onde Che estava sentado, parei na sua frente e disse: “Comandante, sinto muito. Eu tentei, mas são ordens superiores”.

Ele entendeu perfeitamente o que eu estava dizendo. Ficou branco como papel. Nunca vi uma pessoa perder a expressão do rosto como ele perdeu. Mas ele me disse: “É melhor assim, eu nunca deveria ter sido capturado vivo”.

BBC - O senhor disse mais alguma coisa?

Rodríguez - Eu falei que poderia entregar uma mensagem para sua família, se ele quisesse mandar alguma mensagem. Ele disse, de forma sarcástica: “Bom, se você puder, diga a Fidel Castro que logo verá uma revolução triunfante na América”.

Logo depois ele mudou de expressão e me disse: “E, se puder, diga a minha mulher que se case outra vez e que trate de ser feliz”.

Foram suas últimas palavras. Me deu a mão, me abraçou, e parou, atento, pensando que fosse eu que iria atirar. Eu saí do local, que estava cheio de soldados. Lá estava o sargento Mario Terán.

BBC - O senhor falou com Terán?

Rodríguez - Eu disse: “Sargento, há ordens do seu governo para eliminar o prisioneiro. Não atire daqui para cima, atire para baixo, para que se pense que foram ferimentos de combate. Morreu dos ferimentos de combate”. Terán respondeu: “Sim, capitão”.

E saí de lá às 13h. Entre 13h10 e 13h20, ouviu-se a rajada de tiros.

Depois, me contaram que, quando ele (Terán) entrou, disse: “Che, venho falar com você”. E Che respondeu: “Não seja filho-da-puta, sei que você veio me matar. Mas quero que saiba que vai matar um homem”.

E então ele (Terán) atirou com uma carabina M2 automática.

BBC - E depois, o senhor cumpriu a promessa de entregar o cadáver de Che às autoridades da Bolívia?

Rodríguez - Bom, logo depois chegaram o capitão Gary Prado e o capitão Celso Torrelio, e nós entramos os três no quarto onde estava Che. O cadáver estava com o rosto sujo de lama, provavelmente se sujou ao cair no chão, que era de terra, de lama, úmido. Então um deles disse: “Acabamos com as guerrilhas da América Latina”.

E eu disse: “Capitão, se não acabamos com elas, pelo menos conseguimos atrasá-las por muito tempo”.

BBC
http://www.bbc.co.uk

Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Ovnis razões para acreditar

Descrição
Ovnis - Objectos Voadores Não Identificados é uma série de documentários que investiga as controversas visões e encontros com Ovnis, analisando casos famosos, evidências recentes e pesquisas científicas. É um antídoto para o conceito de que registos de Ovnis só podem ser duas coisas: armação ou genuínos contactos com extra-terrestres. E mostra como fenómenos naturais, tecnologias desconhecidas, estados alterados de consciência e mitologia proporcionam explanação bem mais realísticas. Desde os anos 40, milhares de pessoas viram, fotografaram ou afirmam ter sido levadas por Ovnis. Em 1947, Kenneth Arnold viu nove objectos em forma de disco voando nos arredores de Mt. Rainier. Foi quando a imprensa criou o termo "disco voador". Naquele mesmo ano, algo caiu próximo a Roswell, no Novo México. Teóricos especulam que tratava-se de uma nave espacial alienígena, cujos destroços e tripulação, o Governo Americano mantém escondidos. Em 1987, Ed Walters tirou espantosas fotografias de um OVNI nos arredores de Gulf Breeze, na Flórida. Mas, um amigo confessou à imprensa que as fotos eram forjadas. Como os casos são muitos e diversos, o Prof. David Drake calcula as probabilidades de se encontrar vida inteligente em outros planetas.

Informações
Tamanho: 250MB
Resolução: 700x500
Frame Rate: 29
Formato: WMV
Qualidade de Áudio: 1
Qualidade de Vídeo: 1
Vídeo Codec: WMV
Áudio Codec: WMA
Idioma: Português

Parte 1:
Parte 2:Parte 3:

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Desbloquear documentos word




Programa que quebra passwords de documentos em vários formatos em especial .doc.

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Descrição
Mega tutorial mais programa ensinando como rodar jogos de Playstation 2 em seu Computador.

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Formato: Rar

A Conspiração Franciscana

Descrição
Em 1230, a Ordem dos Franciscanos dissimulou os estigmas da pele de São Francisco de Assis e escondeu o lugar exato de sua tumba, que só seria descoberta 600 anos depois. Que segredo terrível e ameaçador a Igreja desejava ocultar? Traduzido para mais de vinte países, A conspiração franciscana é uma obra de ficção baseada em fatos reais que prende o leitor do começo ao fim. Pouco antes de morrer, frei Leo, um grande companheiro de São Francisco, escreve uma carta de despedida para seu amigo Conrad e esconde nos ornamentos do pergaminho uma mensagem que faz referência a acontecimentos misteriosos da vida do santo. Preocupado com as possíveis implicações políticas e religiosas da carta, Conrad abandona seu isolamento nas montanhas e atravessa a Itália para encontrar explicações. Que motivação estaria por trás da atitude de frei Leo? E por que mandara uma mensagem cifrada? Ao buscar respostas, Conrad descobre uma armação de altos membros do clero para proteger um segredo que poderia destruir a Ordem e abalar os alicerces da Igreja Católica, colocando em risco sua vida, seus votos e sua própria fé. Numa trama cheia de suspense, romance e aventura, A conspiração franciscana conduz o leitor por histórias paralelas que pouco a pouco vão se cruzando e revelando conexões surpreendentes.

Informações
Nº de páginas:448
Tamanho:2,86 Mb
Formato:Rar
Idioma:Português